A qualidade faz a diferença

Associação Lageana de Escritores


Numa tarde chuvosa comecei a ler alguns textos que eu escrevi, foi então que encontrei o texto: "Pão Caseiro". Mesmo que o tempo tenha passado ainda me compadeço pela inocência da amiga.

Sempre fica algo de bom quando trabalhamos em equipes, há momentos de turbulências , reclamações e cansaços .Porém o tempo passa e lembramos saudosos do passado, daqueles encontros que eram ressaltados: Valores e Educação.

A preocupação com o futuro dos alunos era constante, a diretoria e os professores, visavam o melhor para cada estudante,não existia tanta evasão nas escolas. Digo sempre, bons tempos àqueles que, você tinha o direito de ensinar e ser respeitada em sala de aula.

Hoje, tudo mudou, não serei eu a expor os erros cometidos pelas novas leis que esmagaram o ensino brasileiro, embora a tecnologia esteja nas mãos das pessoas,é inevitável o "aprender" a qualidade faz a diferença.


Pão Caseiro
Havia 10 anos que eu trabalhava exercendo minha profissão de professora na mesma Escola. Logo após o sinal, a rotina era a mesma, os professores uniam sua turma de alunos para entrar na sala.

Dia 16 de setembro de 1997, cheguei atrasada, quase que correndo, alguma coisa me chamou atenção. Os professores conversavam no pátio da escola, "tipo aquela rodinha", eu cheguei para saber o que estava acontecendo...

A professora do quarto ano falava do grande mistério que acontecia em sua casa. Ela costumava deixar todas as noites a mesa posta com pães, queijo, manteiga... para no posterior dia, ter mais tempo no banho e se arrumar para ir ao trabalho.

Mas já fazia 15 dias que algo estava errado. Ela, demais assustada, resolveu consultar uma vidente,a qual alegou ser o espírito de alguém que havia morrido com vontade de comer pão caseiro.

Mariele, teria de ir a uma encruzilhada e deixar 03 velas,02 fitas vermelhas,01 pão caseiro e rezar 01 pai nosso para ofertar ao tal espírito,enquanto a vidente faria no mesmo horário as orações expulsando o espírito faminto desse mundo.

Apavorada, com muito medo Mariele, pediu dinheiro ao esposo para efetuar o pagamento à vidente.

O marido respondeu que ela desse um tempo... E quando a noite chegou, ele, resolveu ficar escondido para espiar a chegada do espírito. O relógio já marcava 2 horas,quando um gambá subiu na mesa puxou a toalha que cobria o cesto de pães e saboreou o pão caseiro,deixando de lado apenas os pães de padaria. Sacudiu a cauda e deixou satisfeito aquele o local das suas façanhas.

Mariele foi acordada com as risadas do esposo Walter...!

No dia seguinte o buraco foi tapado. A charlatona denunciada. A mesa continuou sendo posta à noite e o pão caseiro permanecia no cesto para ser consumido no café da manhã.

Parece mentira, mas aconteceu com a minha melhor amiga, embora ninguém acredite.

Ivone Daura da Silva



Por Associação Lageana de Escritores (ivonedaura@gmail.com)
Ivone Daura é Sócia da ALE e Presidente da ALB Lages - Academia de Letras do Brasil.



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