Defesa Civil auxilia famílias desabrigadas pela enchente. Caminhões e caçambas da prefeitura trabalham no transporte dos móveis das casas atingidas
Logo após uma reunião realizada pela Defesa Civil de Lages que detalhou toda a situação de alguns bairros atingidos pela enchente, o prefeito Renato Oliveira decretou situação de emergência na cidade. Esta medida ocorre, segundo a Defesa Civil Estadual, quando há o reconhecimento (legal) pelo poder público de situação anormal, provocada por desastre, causando danos superáveis pela comunidade afetada.
Já a Defesa Civil de Lages trabalhou durante toda a terça-feira, 29-09, na retirada das famílias atingidas pela enchente. A situação é mais crítica nos bairros Universitário, Habitação, Caça e Tiro, Várzea, Popular e Caravággio. Nestes locais as águas estão represadas e invadiram as residências próximas aos rios Carahá e Ponte Grande.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Cesário Flores, o trabalho principal é a retirada das pessoas das áreas de risco. “Infelizmente algumas famílias não aceitam se retirar de suas casas, mas estamos fazendo o possível para que elas sejam levadas para os abrigos ou casas de parentes”, disse.
A prefeitura de Lages está auxiliando também as famílias na retirada dos móveis de suas casas. Caminhões e caçambas carregam os móveis para que sejam levados aos abrigos, casas de familiares ou vizinhos. “Estamos emitindo relatórios e o prefeito Renatinho está acompanhando de perto toda a situação para que possamos enviá-los à Defesa Civil do Estado”, explicou Cesário.
Somente na segunda-feira, 28-09, foram atingidas segundo o relatório da Defesa Civil, 300 famílias; 40 ficaram desabrigadas (estão em abrigos da prefeitura); 12 desalojadas (estão em casa de parentes); e 1.200 pessoas foram atingidas pela enchente.
As pessoas que se sentirem ameaçadas por causa da enchente podem ligar para os números: 199 da Defesa Civil, 193 do Corpo de Bombeiros, 190 da Polícia Militar ou 3222 9661.
Recomendações – A recomendação da Defesa Civil é que as pessoas não tenham contato com a água dos alagamentos já que podem transmitir doenças. Outra dica é que os motoristas não passem com os carros nas ruas alagadas, pois os automóveis poderão cair em algum buraco provocado pela chuva.
(Defesa Civil – 199 ou 3222 9661)