Santa Catarina e Paraná discutem foco de febre aftosa no Paraguai


Categoria Agricultura
Publicado em 20/01/2012




Nesta quarta-feira (18), o secretário adjunto da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, e o presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, participam de reunião na Secretaria da Agricultura do Paraná para definir medidas que evitem a introdução do vírus da febre aftosa no Estado, em função do novo foco da doença notificada pelo Paraguai na último dia (2) deste mês. O vírus foi identificado em bovinos numa propriedade na localidade de Aguaray Amistad, no departamento San Pedro, a cerca de 30 quilômetros do foco notificado em setembro de 2011.

Segundo Airton Spies, as ações da defesa sanitária animal em Santa Catarina, desenvolvidas pelo Governo, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e Cidasc, e pelo Ministério da Agricultura em parceria com agroindústrias e produtores, são muito eficazes no controle de doenças. Essas medidas resultaram na condição de excelência sanitária em nossos rebanhos.

O último foco de febre aftosa em Santa Catarina foi registrado em 1993. No Brasil, o último foco teve início no final de 2005 em Mato Grosso do Sul e se estendeu até o Paraná. Isso acarretou grandes prejuízos para Santa Catarina, em função das restrições impostas pelos países importadores de carne suína.

Em 2007, Santa Catarina obteve a certificação internacional da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como Estado livre de febre aftosa sem vacinação. De acordo com o presidente da Cidasc, Enori Barbieri, Santa Catarina é o único estado do Brasil a conquistar este status, por isso, estão sendo tomadas todas as medidas preventivas para manter o reconhecimento.

Entenda a doença

A febre aftosa é uma doença viral que atinge bovinos, suínos, ovinos, caprinos e bubalinos, e se caracteriza por febre alta, salivação acentuada e formação de vesículas (aftas) na língua, na boca e nos cascos. Não tem tratamento curativo, mas pode ser prevenida por meio da vacinação.

A aftosa causa prejuízos não somente pela mortalidade, mas também pela perda de peso dos animais e pelo aborto nas fêmeas prenhas. O vírus pode ser transmitido pelo contato direto entre os animais e indireto por meio de superfícies contaminadas pelo vírus. Não há risco de contaminação humana.

Fonte: Prefeitura de Lages



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